quarta-feira, 22 de junho de 2011

O OLHAR DOS OLHOS MEUS

De repente comecei a ver vultos. Vultos de algo que eu não sabia definir. No principio não dei muita atenção. Achei que fosse apenas algo nos meus olhos. Uma poeira... Alguma irritação...
Já no terceiro dia... Via com clareza os olhos azuis de uma mulher. Os olhos se destacavam! Foi como um flash! O semblante de uma mulher loira. Mas não conseguia enxergar com definição aquele rosto. Apenas os olhos de um azul intenso eu conseguia ver.
Com o passar dos dias... Foi intensificando. Via aquele vulto... Aquela sombra.... Com muita freqüência! Por duas vezes quase fui atropelado porque minha atenção foi desviada pela... Assombração? Sei la... Não sabia explicar o que estava acontecendo. O tempo todo aquela imagem vinha a minha mente... Ou a minha frente... Era confuso... Eu... Estava perdendo o sentido da realidade. Aquilo contrariava qualquer noção de lógica da qual a conhecemos.
E mais dias... Comecei a sonhar com minha falecida mãe. No sonho, ela tentava me contar algo... Não sei exatamente o que era, mas uma palavra era repetido várias vezes. Ternurinha. Porque ternurinha? Porque minha falecida mãe me falava o diminutivo de ternura? Ela nunca se referiu a mim e nem a ninguém que eu conheço desta maneira. O que ela estava tentando me dizer?
Eu sabia que havia alguma ligação com a moça das minhas visões. Eu sabia que a palavra “ternurinha” estava ligada à moça das minhas visões... Mas não entendia...
Havia algum tempo que não procurava meu melhor amigo. Ele estava com novo namorado. Sim, ele é gay. Sou hétero bem resolvido. Parei de caçar mamutes há milhares de anos. Continuando: Ele me apresentou seu novo namorado. Rimos muito como sempre. Conversa vai... Conversa vem... Acabei falando o que estava acontecendo. Os dois ficaram boquiabertos! E quando falei a palavra que aparecia nos meus sonhos... O namorado do meu amigo começou a chorar. Chorava sem parar. Eu e meu amigo ficamos olhando sem entender nada! Esperei um pouco e logo em seguida perguntei ao rapaz o que estava acontecendo. E quase ao mesmo tempo ele me perguntou como eu sabia daquele nome? Eu disse que foi minha falecida mãe que me disse no sonho. Perplexo, ele disse que esse era o apelido de sua mãe que faleceu recentemente. E que esse era motivo de ele ter mudado para o Rio de Janeiro. Queria esquecer a morte de sua mãe. Queria começar vida nova.
Naquela noite, ficamos até altas horas da madrugada tentando entender o que realmente estava acontecendo. Não fazia nenhum sentido. Eu não conhecia a mãe daquele rapaz recém chegado no Rio de janeiro. O meu amigo so o conheceu há 2 meses atrás! E a moça das minhas visões? O que ela tinha haver com isso?
Uns dias depois: As visões eram mais freqüentes. Eu estava perturbado! Inquieto! Algo estava acontecendo! Eu sabia disso! Podia ver com mais nitidez a moça de olhos azuis. Tão linda... Tão linda... Eu estava ficando apaixonado por um fantasma!
Os sonhos... Mamãe estava sempre nos meus sonhos tentando me dizer algo mais. Nesses últimos sonhos, ela me mostrava um papel com hieróglifos. No dia seguinte me lembrei dos símbolos. Tentei traduzi-los mas não consegui. Não fazia sentido. O que estava escrito não fazia sentido. Eram símbolos de uma época remota. Aqueles símbolos que encontramos em cavernas.
Novamente me encontrei com os dois rapazes. Falei dos símbolos. Eles também não entenderam. Virei para ao rapaz e perguntei porque chamavam sua mãe de Ternurinha. Ele disse que foi um apelido que deram a ela. Nada fazia sentido até aquele momento. Resolvi tomar uma atitude. Pedi licença do trabalho e fui para Porto Alegre. Eu sabia que la eu encontraria a resposta para minha perguntas. O namorado do meu amigo entrou em contato com uns parentes para que eu ficasse na casa deles la em Porto Alegre.
Chegando la... Contei toda a historia a eles. Enquanto eu falava... A família me olhava sem acreditar no que estava ouvindo. Todos estavam surpresos com o que eu acabava de lhes contar. Todos começaram a chorar! Estranhei a atitude deles. Porquê estavam chorando? Aos poucos, começaram a me falar o que estava acontecendo. Primeiro me disseram que uma afilhada deu o apelido de Ternurinha a madrinha, falecida Maria, mãe do rapaz que estava no Rio de Janeiro . Raquel, foi criada por Maria. E por carinho, Raquel deu o apelido de Ternurinha a sua querida madrinha Maria. Poucos da família sabiam disso. O pior da história: Raquel foi seqüestrada por engano. Os bandidos a ameaçavam o tempo todo! O filho de Ternurinha que estava no Rio de Janeiro não sabia do seqüestro. Os bandidos pediram sigilo. Queriam muito dinheiro! A família não tinha dinheiro suficiente. O tempo todo diziam que iam matar Raquel!
Sabendo disso, convenci a família procurar a policia. Na delegacia, contamos toda a história. Eu contei sobre os hieróglifos. Eu tinha certeza que a localização dela tinha conexão com os hieróglifos. Juntos, começamos a pesquisar na internet sobre hieróglifos. Descobrimos uma caverna não muito longe que havia hieróglifos.
Dito e feito! Encontraram o cativeiro! Ela estava la! Depois que os bandidos se renderam, ela foi resgatada e estava salva e infelizmente debilitada.
A mulher das minhas visões estava na minha frente! Incrível! Era igual a as minhas visões! Como pode? Não consigo entender... E por que eu? Não tínhamos nada em comum! Porque houve essa comunicação sobrenatural? Foi através da minha falecida mãe nos comunicamos! Minha mãe fez a comunicação! Por que minha mãe? O que ela tinha haver com aquela moça?
Enquanto a levavam numa maca para o hospital, eu e a família dela conversávamos sobre sobrenomes de família... Nome de parentes... Nome da minha mãe... Comversa vai... Conversa vem... E quando eu disse o nome da minha mãe... Elas confirmaram que Ternurinha e minha mãe foram amigas de infância e adolescência! Ternurinha morou no Rio de janeiro na sua infância e adolescência. Minha mae e Ternurinha eram amigas inseparáveis! A família me contou sobre um pacto de amizade eterna que as duas fizeram. Fizeram um pacto de sangue. Furaram com alfinete as pontas dos dedos e juraram amizade eterna! Amigas até depois da morte! Incrível! As duas se comunicaram do outro lado! Elas, eram o ELO entre mim e a Raquel! Foram elas que me enviaram para salvar Raquel! Foram elas que me fez encontrar o amor da minha vida!
Águas passaram. Hoje sou casado com Raquel. Ela também confirmou o amor que sentia por mim mesmo antes de me conhecer. Ela confirmou que tinha as mesmas visões.Que me via o tempo todo. Sempre que ela chamava sua madrinha e mãe Ternurinha, ela via meu semblante. Ela é a mulher da minha vida! Ela é a razão do meu viver! Ela é o olhar dos meus olhos! Te amo Raquel! Te amo! Um trilhão vezes... Eu te amo!!

Sempre.... O amor.

Escrito por Heliomar Melo

4 comentários:

  1. NOSSA!!! QUE HISTÓRIA!!
    FIQUEI PREGADA NA LEITURA SEM PODER RESPIRAR
    POR UNS MINUTOS.
    VOCÊ MESMO MUITO ESPECIAL.
    ADOREI. ABRAÇOS FRATERNOS. HEUDES.

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  2. Que prazer minha querida Heudes!!!

    Eu que voce 'e do sul. Nem que no sul nao 'e comum sequestros. Acho que cometi uma injustica com Porto Alegre. Alguns personagens sao de Porto Alegre. Nao tinha como mudar de lugar. Sao pessoas reais! A parte em que o rapaz tem as visoes... Por incrivel que pareca... 'E real! O casal de amigos gays 'e real.O sonho com a mae 'e real. O resto...'E Coisa da minha imaginacao!

    Grande abraco Heudes!!!

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  3. Oie sou o Fábio Mariz do blog Mariz.Moda mega adorei o seu blog, tenho um blog de Moda Masculina faça a sua visita e seja um de nossos seguidores, sim estou seguindo o teu bloguito … abraços!
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  4. Ola Fabio. Prazer ter voce por aqui.

    Seguirei tambem o seu bloguito. Por enquanto nao estou conseguindo.Tentei e nao consegui. Tentarei novamente o mais breve possivel. Um grande abraco!!!

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Escrevo com a emocao e com o coracao. Bem Vindo a Minha Mente!!