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terça-feira, 16 de outubro de 2012

APENAS PARA DIZER ADEUS

Eu estava feliz em ver novamente quase toda a família unida. Afinal, ja não morava com meus pais ha 25 anos! Quando toda familia se junta: Algumas desavenças... Muitas alegrias... Assim foi aquele final de semana. Domingo a noite... Todos da família foram embora para as cidades em que viviam. Apenas eu e minha mãe ficamos na enorme casa. Tudo na casa lembrava meu finado pai. Alias... Naquela pequena cidade tudo lembrava meu pai. Cheguei em clima de política... Festas... Passeatas... As emoções estavam a flor da pele. Esse clima de politica me remeteu aos anos 70. Lembrei das festas de politica dos anos 70... Das festas que antecediam as eleições... Lembrei das primeiras eleições que meu pai foi candidato a prefeito. Cada candidato faz festas. Nessas festas tinham e tem, as alamoças e os alamoços. Eram moças e rapazes que ficavam disponiveis a qualquer pessoa que quisesse dançar. Na época eu era criança e era obrigado a dançar com umas senhoras... Como poderia dizer sem ser ofensivo... Hummm... Que tinham certos odores. Eu reclamava. Mas meu pai sempre explicava que tínhamos que ser educados com os eleitores... Que tínhamos que ser sempre amáveis com os eleitores... Me sentia como que adestrado/educado a ser sempre amável e sorridente. Nunca podíamos ser ásperos com os eleitores. Era muito difícil para mim. Sou temperamental, não gostava e não gosto de ser provocado e não reagir. Era muito chato rir de piadas sem graça para agradar os outros. A vida de filho de politico não era exatamente um mar de rosas. Não era fácil. Voltando ao seculo 21: Entre sorrisos verdadeiros e falsos... Eu circulava por entre ruas pitorescas daquela cidade que tanto amo. Reencontrei pessoas importantes e especiais na minha vida. .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. Flores para um herói... Escrito por Heliomar Melo (Obs.: Historia ficticia qualquer semelhanca mera coincidencia )

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

FÊNIX

Fênix, é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas! É exatamente assim que me sinto! Uma fênix! Uma fênix que ressurgiu das cinzas! Já entrei em auto combustao várias vezes! Ja perdi a conta de quantas vezes levantei das cinzas! Perdi a conta de quantas vezes morri! Cansei de morrer! Hoje... Sou essa mulher vibrante e bem com a vida! Sou uma vencedora! Não é atôa que me chamo Vitoria! Sim! Me chamo Vitoria Fênix da Silva! Não posso ser diferente! Sou guerreira! Desde que eu era adolescente... Uma intuição era constante. Não sei porque, mas era uma sensação de que algo me aconteceria logo após eu completar os 30 anos. Não entendia... Mas era uma certeza tão absoluta... As vezes eu pensava que seria algo muito bom. Outras... Algo ruim. Eu era uma moça muito moderna para uma pequena cidade do interior de Minas Gerais. Não via o sexo como tabu e logo após a maioridade não suportava mais morar naquela cidade e ser alvo de comentários maldosos. Queria viver da minha maneir... Sem culpa e sem ferir meus entes queridos. Como não conseguiam me ferir. Entao.. .Feriam minha família. Para nao machuca-los ainda mais... Achei melhor afasta me da familia. Mudei para capital. . Eu queria viver a vida sem compromisso... Sem dar satisfação a ninguém... Não me sentia igual à outras mulheres, que foram educadas para casar... Ter marido... Ter filhos.... Sempre achei que ja tinha muitas pessoas encarregadas de povoar a terra e não estava em meus planos ser mãe e ter uma vida convencional. Gostava de sexo casual... Não queria ter relacionamentos duradouros. Nunca me fez falta ter um homem ao meu lado o tempo todo... Eu era/sou feliz sozinha. Não concordo que para ser feliz precisa alguém do nosso lado. ...Certo dia peguei um resfriado forte. Passei dias muito mal! Fiquei preocupada. Lembrei que fiz sexo sem proteção com 2 pessoas. A primeira não foi tão grave... Mas a segunda pessoa... A qual eu estava começando a pensar na possibilidade de termos algo mais serio... Essa sim! Várias vezes ele insistia numa relação perigosa sem uso de proteção. Eu estava um pouco empolgada com ele e acabei ignorando a proteção. Enquanto estava doente, eu pensava que algo de ruim estava por acontecer. Fui ao médico. Ele pediu exame de hiv. Aconteceu o que eu temia! Fui diagnosticada hiv positiva! Nossa! Não sabia o que fazer! Isso aconteceu numa época em que a morte era quase certa! Sai da clinica arrasada! Nunca imaginei que pudesse acontecer comigo. So vacilei 2 vezes! So fiz sexo sem proteção 2 vezes! Enquanto andava... Parecia que pedacinhos do chão que eu pisava ia desabando nos meus pés. O meu mundo estava acabando diante dos seus olhos! Tantos sonhos não realizados... Eu me perguntava tantas vezes... Porque exatamente comigo. Não entendia.... Eu sempre foi boa com as pessoas. Sempre fui solidária com as pessoas próximas... Realmente eu não entendia porque aquilo estava acontecendo comigo. Procurei minha família. Contei tudo e perguntei se podia voltar para casa... Para casa deles. Eles responderam com um simples, é. Senti uma forte dor no peito. Eles não me queriam por perto. Entendi dessa maneira. Fiquei muito triste. Eu estava sozinha. Minhas bases... Não existiam mais. Amigos? A maioria me evitava. Os verdadeiros amigos ficaram junto comigo. Havia também os que sentiam pena. Não eram amigos, apenas sentiam pena de mim. E isso, me incomodava. Não queria que sentissem pena de mim. Eu queria amizade, amizade verdadeira. Acabei perdendo o trabalho por estar debilitada. Também perdi o apartamento que alugava. Fui morar num apartamento com várias moças. Num minúsculo apto conjugado havia uma cama quadriliche. Camas até o teto. A mulher que tomava conta do apartamento era bacana. Eu estava muito magra... Debilitada... Ainda tinham os efeitos colaterais dos medicamentos. Diarréia... Vômito... Fortíssimas dores abdominais; tontura; parecia que eu não iria sobreviver aos fortes medicamentos. Pensei em desistir de toma-los. .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... _________ Reaprendendo a viver._________ Escrito por Heliomar Melo ________________ (obs.: Historia fictícia, qualquer semelhança é mera coincidência. Lembrando que o uso da camisinha protege você do vírus hiv. A Vitoria é uma mulher super independente e não poderia descreve-la de outra maneira. Esta é minha homenagem a todas as mulheres que tiveram seus momentos Fênix, e que deram a volta por cima. )
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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Escrevo com a emocao e com o coracao. Bem Vindo a Minha Mente!!